ESTRADA DA VIDA

“Contudo, quando avaliei tudo o que as minhas mãos haviam feito e o trabalho que eu tanto me esforçara para realizar, percebi que tudo foi inútil, foi correr atrás do vento…” – Eclesiastes 2.11

– “Nesta longa estrada da vida, vou correndo e não posso parar; na esperança de ser campeão alcançando o primeiro lugar”. Com essas frases começa aquela famosa canção sertaneja, tão conhecida dos brasileiros e interpretada pela dupla Milionário e José Rico.
– “Mas o tempo cercou minha estrada, e o cansaço me dominou, minhas vistas se escureceram e o final da corrida chegou!” Mas, é assim que a música termina, de forma triste, mas real; estes são seus últimos versos!
– Meus queridos, existem coisas que são essenciais em nossas vidas, e outras que não são; é preciso discerni-las. Por outro lado existem narrativas que nós assumimos para a vida, que são verdadeiras e outras falsas.
– A letra de “Estrada da Vida” conta a história, de forma poética, de alguém que tem para si uma narrativa que considera verdadeira, mas que é falsa. Esta narrativa pessoal afirma que sucesso, dinheiro, trabalho, ambição, vitórias e a busca incansável do primeiro lugar são coisas essenciais para uma vida plena. Isso nem sempre é verdadeiro; essas coisas são vaidades e nunca serão essenciais para uma ‘maravilhosa e boa vida’.
– O próprio poeta conclui que tudo aquilo que idealizou ‘foi correr atrás do vento’ e o levou a viver de tal maneira que o tempo cercou sua corrida e ele foi dominado pelo desânimo e pelo cansaço. Finalmente as suas vistas se escurecem e a corrida chegou ao fim.
Salomão, rei de Israel, viveu experiência semelhante a esta! Teve vida de sucesso, foi admirado por muitos, teve mais riquezas do que possamos imaginar, teve um harém, acumulou posses e foi o mais sábio entre todos os reis. Mas, no final da vida reconhece que tudo o que teve e praticou foi ‘pura vaidade’ e que todas as coisas das quais desfrutou não eram essenciais à vida e não o levaram à felicidade. Em sua velhice, ele conclui que o essencial é ‘amar a Deus’ e que o temor do Senhor é o princí­pio da sabedoria.

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Resumo: “Ter o temor de Deus e guardar os seus mandamentos é essencial ao homem”. – Leia Eclesiastes, de 1.12 até 2.17

 

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