FAQ

FAQ – As 19 Perguntas Mais Frequentes!

 

 

1 – Capelania Empresarial? O que é isso?

A “Capelania Empresarial” é um serviço proativo de “apoio, trato da espiritualidade e aconselhamento” voltado ao que é mais importante em uma empresa, ou seja, as pessoas que nela trabalham; compromete-se sempre com a visão integral do ser humano.

As empresas associadas recebem o apoio de capelães que visitam o local de trabalho regularmente e buscam ajudar seus funcionários e familiares em assuntos relacionados ao dia-a-dia e às crises eventuais, assistindo-os com genuína preocupação cristã.

A expressão “+1”, incorporada ao nome “Capelania Empresarial” remete à ideia de ‘soma de esforços no sentido de laborar junto’, integrando a equipe que trabalha em uma empresa determinada. A Capelania Empresarial é também conhecida como ‘Capelania Institucional’ ou ‘Capelania Corporativa’.

 

2 – Qual é o foco da Capelania Empresarial?

O serviço está focado em beneficiar os funcionários e a própria empresa assim que o capelão inicia suas atividades, sempre objetivando o aprimoramento do bom ambiente relacional no trabalho. Alguns frutos possíveis poderão ser: maior sentimento de lealdade para com a empresa e mais compromisso com suas metas, melhor avaliação dos funcionários em relação à supervisão, sentimentos crescentes de team, melhora na produtividade geral pela redução do absenteísmo e turn-over com consequente diminuição dos custos de treinamento e manutenção do know-how.

Esses resultados poderão ser percebidos pelos itens de controle da empresa a partir dos serviços prestados pela “Capelania Empresarial”, visto que eles estão relacionados intimamente com sentimentos de maior de valorização do ser humano, tal como percebidos pelos funcionários.

Entendemos que o mundo corporativo é laico, portanto não confessional ou religioso, mas que pode e deve conviver com a pluralidade das expressões de fé de seus participantes. Assim, esta é a razão pela qual o trato da espiritualidade no ambiente empresarial não deve ter no proselitismo um princípio e não deve ser utilizado a serviço de igrejas ou grupos religiosos. As opções de crença dos componentes desse ambiente corporativo, devem ser guardadas como fonte de motivação e não de conflitos.

 

3 – O que motivaria um empresário a usar os serviços da Capelania Empresarial?

A competitividade existente no meio empresarial pode causar um considerável nível de stress emocional nas pessoas que nele estão envolvidas, o que gera diferentes oportunidades para o exercício de um ministério de aconselhamento e de apoio pessoal, sempre comprometido com a ética e os princípios cristãos, muitos dos quais são também universais.

Além disso, situações de solidão, carência afetiva, tédio, ruínas relacionais, vazio d’alma, falência moral e percepção de impotência perante os males da vida, devem também motivar o carinho por parte de um cuidador que se envolva empática e verdadeiramente com as pessoas.

Empresas têm investido na melhora do ambiente laboral em diversas frentes, inclusive abrindo espaço para reflexões sobre a espiritualidade humana, sempre como um estímulo adicional à produtividade global. Dessa forma, surge na administração moderna uma boa oportunidade para a consideração de um trabalho sério de “capelania dentro das empresas”, assunto este que, em outras épocas, jamais seria cogitado.

Deduz-se que o trabalhador será, tanto mais produtivo e criativo na empresa quanto mais feliz, equilibrado e satisfeito estiver dentro e fora do seu ambiente de trabalho.

 

4 – A Capelania Empresarial é um serviço novo?

A capelania corporativa nos Estados Unidos está organizada desde 1940. Existem naquele país as maiores organizações do mundo nesta área; uma delas, cujo nome é “Marketplace Chaplains” (site http://www.mchapusa.com/) tem em sua Declaração de Missão que “existe para compartilhar o amor de Deus aos trabalhadores e suas famílias através do serviço de Capelania Cristã exercido, inclusive, no próprio local de trabalho”.

Este ministério atende hoje mais de 650.000 funcionários em seis países, e foi instituído pelo Capelão Dr. Gil Stricklin; fica claro que a visão desse serviço vai além das fronteiras das empresas, abrangendo também as famílias de seus funcionários, o que cria muitas e preciosas oportunidades para a comunicação do amor de Deus sempre que oportuno.

Esta mesma visão está associada à missão declarada por uma importante igreja brasileira, ou seja, “anunciar o Reino de Deus; educar para a vivência cristã; e assistir ao ser humano em suas necessidades”. Também está implícita em documento de conhecimento público chamado ‘Pacto de Lausanne’ que pode ser conhecido através da Internet.

Também é digno de ser conhecido a Corporate Chaplains of America presidida pelo Sr. Mark Cress e cuja missão é “construir relacionamentos saudáveis com funcionários de uma empresa, na esperança de obter deles permissão para dividir com eles as boas novas de Jesus Cristo de uma maneira não convencional” (vide site http://www.chaplain.org/).

No Paraguai há um ministério chamado “Capellania Empresarial Anabatista”, ativa há mais de vinte cinco anos, e vinculada à Igreja Menonita de Concórdia, que tem como mentor o Pastor Paul Amstutz. Esta instituição atende hoje acima de 7.000 funcionários de mais de quarenta empresas de diferentes ramos de atividades. A Capellania Anabatista usa o trabalho de mais de quarenta capelães, muitos deles servindo em tempo integral, sendo referência internacional pelo excelente serviço que presta naquele país (vide site http://www.capellania.org.py/).

Serviços de capelania empresarial, conhecida também como capelania corporativa ou institucional, são praticados em algumas organizações no Brasil com destaque para o trabalho realizado com os funcionários da Universidade Presbiteriana Mackenzie em suas diversas unidades (http://capelania.mackenzie.br/institucional/).

Os resultados obtidos com este tipo de ministério são reconhecidamente bons e contribuem para uma modificação gradual e positiva no ambiente de trabalho. Existem inúmeras organizações de capelania e aconselhamento trabalhando em empresas pelo mundo, cada uma delas com suas características particulares e atuando em diferentes ambientes laborais de diversos países.

 

5 – Trata-se de um serviço oportuno para nossos tempos?

Falar de espiritualidade no meio corporativo já não é novidade, visto que alguns dos livros bem conhecidos tratam do tema. Um dos mais célebres autores neste campo é James Hunter com sua série a respeito do modelo de um “líder servidor”, baseado na tradição beneditina; suas publicações “O monge e o executivo” e “Como se tornar um líder servidor” foram consideradas como os mais lidos entre executivos. Hunter advoga que ‘liderar é exercer influência e nisso Jesus é o maior exemplo’  sendo por isso necessário entender seu método de liderança, que é liderar pela autoridade e não pelo poder.

A espiritualidade nesse ambiente empresarial também aparece em livros como os de Laurie Beth-Jones, criadora da “Jesus CEO Fundation”; seus livros “Jesus coach” e “Jesus no coração da empresa” além de serem traduzidos para diversos idiomas, constituem-se base para seminários sobre liderança corporativa desenvolvidos ao redor do mundo.

John Maxwell, um dos autores mais citados na cultura de negócios do mundo é reconhecido pelo seu trabalho na formação e treinamento de líderes, inclusive no mundo das empresas; ele realiza seminários nos quais aplica princípios de liderança e motivação extraídos da Bíblia Sagrada, e atinge públicos ávidos por dar significado também espiritual à sua carreira, com esperança em potencializar sua performance nos negócios. Títulos seus como “As 21 irrefutáveis leis da liderança” além da coleção “Essência da gestão” pretendem desvendar segredos para o sucesso profissional.

Os livros “Jesus, o maior psicólogo que já existiu” de Mark Weber, “Administração segundo a Bíblia” de Steve Marr e “Os métodos de administração de Jesus” de Bob Briner são exemplos desta vasta literatura, lembrando-nos ainda de que foi lançada recentemente uma edição da “Bíblia do executivo”, que nos seus comentários de rodapé aborda com propriedade assuntos sobre liderança, moral e ética no trabalho, sempre do ponto de vista da Palavra de Deus.

Interessantes abordagens científicas com grande número de citações de renomados autores podem ser vistas no livro “Espiritualidade no ambiente de trabalho – dimensões, reflexões e desafios’, de autoria do consultor de empresas Anselmo Vasconcelos e publicada pela Editora Atlas.

A “Capelania Empresarial” é, portanto, tema oportuno e atual conforme se pode notar das palavras do Sr. René Cortazar, ex-Ministro do Trabalho no Chile, que diz: “A realidade atual está impondo grandes modificações no interior das empresas. A produtividade e a competitividade dependem cada vez mais das pessoas que aí trabalham, pois a tecnologia está disponível a todos. Por isso, valores como os princípios morais e ideológicos pelos quais se guia uma sociedade nunca se tornarão obsoletos. Os valores humanos são fundamentais no interior das empresas e serão determinantes para medir o êxito ou o fracasso das mesmas”.

 

6 – O que a Capelania Empresarial propõe?

A Capelania Empresarial é um agente que objetiva conseguir bem-estar no ambiente de trabalho através de apoio espiritual e de um cuidado preventivo e curativo voltado aos funcionários de empresas que a adotam, benefício este extensivo aos familiares destes. A CE quer ter atuação positiva ao buscar a restauração do ser humano em sua vida interior e exterior, tanto familiar, financeira e funcional como nos seus amplos relacionamentos, seja com o divino, com outras pessoas, com a natureza e consigo mesmo.

No processo de planejamento estratégico de uma empresa pós-moderna, a ética, a espiritualidade, a sustentabilidade e o envolvimento social têm sido consideradas como assuntos relevantes para a sua própria manutenção e progresso. Atualmente prega-se que a ética empresarial e a responsabilidade social responsáveis, contribuem para a melhora no desempenho geral das empresas, bem como para sua aceitação pela sociedade, de forma mais particular pelos jovens, estes, potenciais e futuros clientes.

A Bíblia sempre foi e continua sendo uma fonte inesgotável de ensino à respeito dos princípios relacionais e da ética do ser humano, sobre a sustentabilidade no planeta e a responsabilidade social, sendo exatamente por isso que ela pode ser usada como fonte de inspiração em diferentes ambientes, ainda que não sejam os eclesiásticos.

A Capelania Empresarial quer divulgar princípios bíblicos para um vida feliz e plena, junto aos funcionários e seus familiares. Quer falar das Boas Novas de Jesus Cristo, e anunciar a todos que ‘Deus é amor’, a ponto de entregar seu Filho para trazer paz à terra e salvação aos homens de boa vontade.

 

7 – Que serviços este ministério pode prestar?

Além do cuidado, ensino e aconselhamento de pessoas, outros serviços poderão ser prestados pela Capelania Empresarial tais como palestras motivacionais, treinamento de líderes, atos de assistência social, conceitos para planejamento de vida e economia doméstica, organização de bibliotecas e videotecas, integração de novos funcionários e divulgação de temas relevantes através de endomarketing.

A ‘+1 Associação de Capelania Empresarial no Brasil pode oferecer também, suporte ao trabalho de um capelão em tempo integral ou parcial frente à empresa ou grupo empresarial que assim o deseje. Nestes casos, o capelão poderia estar no organograma da empresa sob a Gerência de Recursos Humanos.

O treinamento de supervisores e líderes em potencial, com o uso de princípios bíblicos é uma possibilidade oferecida pela Capelania Empresarial. Neste caso, homens e mulheres aprenderão a liderar com ética, integridade e caráter, requisitos fundamentais para a formação de supervisores voltados para um mundo novo, que se torna mais novo em cada dia.

Poderão ser planejados palestras ou encontros com vistas a consolidar a ética e os princípios bíblicos e universais para a liderança, tais como aqueles ensinados no livro “Seja um líder de verdade” do Dr. John Haggai. Neste livro, ele discorre sobre aquilo que se requer de líderes autênticos, ou seja: visão, estabelecimento de metas, autocontrole, comunicação, energia, persistência e autoridade. Todos estes princípios são úteis no ambiente laboral e em muitas outras áreas da vida do ser humano, como a família por exemplo. Quando um líder se torna um melhor líder no ambiente laboral, toda a sua vida plena é impactada pelo aprendizado e mudanças ocorridas.

O principal objetivo da “Capelania Empresarial” é servir aos funcionários de uma empresa e às suas famílias, oferecendo-lhes atenção e aconselhamento com a difusão de princípios e valores da Bíblia, de forma que este objetivo possa ser expandido para outros campos além da empresa. Serviços de capelania corporativa podem ser aplicados também, e já o são, no serviço público, instituições de ensino, de assistência médica, em condomínios residenciais ou empresariais, no trabalho dos bombeiros, políciais militares, guardas municipais e outros ambientes onde possa ser útil. Conforme pensamento de Henry Nowen, os bons líderes cristãos, assim como empresários, gerentes e supervisores, além do próprio capelão, devem abandonar a idéia de “ser relevantes” e abraçar a ideia de prestar um “serviço relevante” aos seus liderados.

 

8 – Quais os comentários de pessoas envolvidas pela CE?

Muitas considerações relacionadas abaixo foram retiradas do livro “Capellania Anabatista no Paraguay” de autoria de Rogélio Duarte; outras são frutos de testemunhos de pessoas ligadas aos serviços de capelania no Brasil.

“A Capelania é necessária para o bom funcionamento de minha empresa.” – Ernesto Bergen, da Record Electric no Paraguai.

“Tudo começou quando nos questionamos da seguinte forma: – O que podemos oferecer aos nossos funcionários além de salário e das obrigações legais? Sentimos a necessidade de oferecer a eles uma ajuda espiritual em seus postos de trabalho. Por esse motivo resolvemos abrir um pequeno espaço semanal para uma reflexão espiritual antes do trabalho diário. Nós mesmos começamos a fazer isso.” – Enrique Friesen, Record Electrics.

“A Capelania precisa ser parte do funcionamento das empresas; não posso pensar na minha própria empresa sem a presença deste serviço. Tenho a responsabilidade de criar condições e ambiente para que cada colaborador receba a Palavra de Deus em seu trabalho de todo o dia.” – Sigfried Funk, empresário da Tecnobusiness, e ex-presidente da “Capellania Empresarial Anabatista no Paraguay”.

“Eu quero abrir minha empresa para o ministério de Capelania. Creio que Deus está presente nesta iniciativa e quero servi-lo também como empresário, na certeza que meus funcionários serão beneficiados.” – Pedro Soares Neto, empreendedor brasileiro.

“O cristão precisa exercer influência em todos os ambientes e para que isso aconteça deve sair e influenciar pessoas na sociedade.”Ailton Gonçalves Dias Filho, Ministro Presbiteriano.

– “O senhor não imagina o bem que está fazendo para nós; o senhor não faz ideia. A gente, que trabalha na noite fica “desligado” de igrejas. Trabalhamos todas as noites e principalmente nos finais de semana; de sábado para domingo ‘vamos’ até a madrugada. São poucas as oportunidades que temos de participar de uma igreja e com o passar do tempo ficamos totalmente afastados delas. Só mesmo assim, com o senhor vindo até aqui para falar com a gente, é que podemos ouvir “ao vivo” a Palavra de Deus. Isso é muito importante para todos nós. Obrigado senhor capelão!” – Iosmar Alemão, funcionário do Pizza Company, restaurante ao qual servimos.

– “Esse método que o senhor usa para nos falar da Bíblia tem um gostinho de quero mais”. – Tati Sukita da Ambiental Americana, indústria de injeção de plástico. Usamos um método chamado “Dedinho de Prosa”, no qual, por sete minutos semanais falamos a um grupo de funcionários. Para aquele que nos procura depois dessa “prosa” a conversa pode se estender indefinidamente.

 

9 – Que evidências mostram alguns dados estatísticos?

– 57% dos funcionários e suas famílias participam das reflexões semanais e 67% classificam o trabalho da Capelania com notas entre 7 e 10.

– 90% dos colaboradores afirmam terem crescido espiritualmente e entendem que a Capelania trouxe benefícios às suas vidas.

– 44% dos entrevistados afirmaram que, mediante a Capelania houve um fortalecimento de sua vida familiar e no relacionamento com seus companheiros de trabalho e clientes. Esta afirmação mostra que o ambiente de trabalho foi beneficiado com um incremento da paz nas relações humanas.

– 85% dos empregados estão de acordo e valorizam a presença do capelão na empresa. A maioria recebe com alegria o capelão em seu posto de trabalho, onde podem dialogar sobre diferentes temas de interesse pessoal.

– 88% das pessoas afirmaram que necessitam de ajuda para resolver questões pessoais e que 80% esperam que o capelão seja conhecedor da Bíblia, conselheiro pessoal e familiar e mediador de conflitos.

– 38% das pessoas falariam com o capelão acerca de seus problemas de ética e moral;

– 15% falariam sobre seus relacionamentos familiares.

– 24% esperam aprender sobre diversos temas à luz da Palavra de Deus.

Estes dados foram tirados do livro de Rogelio Duarte e referem-se a entrevistas realizadas com funcionários de empresas assistidas pela “Capellania Empresarial Anabatista” do Paraguai.

O Marketplace Chaplains dos Estados Unidos, embora não tenha dados científicos sobre certos indicadores, tem evidências comprovadas de melhoras significativas em índices como: turn-over, absenteísmo, conflitos de piso de fábrica e acidentes do trabalho, quando compara empresas que adotam ou não os serviços de Capelania Empresarial.

 

10 – O que dizer sobre os capelães e os serviços prestados pela Capelania?

– O capelão tem o objetivo de promover princípios bíblicos para uma vida plena e feliz no ambiente de trabalho, encorajando o respeito às normas estabelecidas na empresa e orientando pessoas para seu pleno e contínuo desenvolvimento pessoal. O trabalho do capelão visa incentivar o equilíbrio na vida pessoal, familiar e espiritual de todos na empresa.

– Uma das missões do capelão é fazer com que pessoas entendam que as empresas são um bem para a sociedade e que são geradas por homens e mulheres que nelas investem energia, conhecimento, trabalho e suas economias.

– Ele deve buscar com que os trabalhadores descubram que a maior segurança precisa estar centrada em Deus e que, por outro lado, toda semente plantada deverá germinar no futuro.

– O capelão busca promover o reconhecimento às pessoas e às coisas boas que cada uma delas pratica. Crescimento e realizações são importantes e devem ser celebrados, já que é o desejo do ser humano ter seu valor e seu trabalho reconhecidos.

– O trabalho de Capelania confere valor aos pequenos problemas dos funcionários, por menores que sejam, sempre através de atendimento pessoal.

– O capelão deve ser incentivador da educação contínua, visando uma vida proativa e produtiva. Precisa ser atento observador e servidor das pessoas, e quando alguém não está agindo de forma costumeira ele precisa ser sensível e pronto para perguntar-lhe se precisa de ajuda.

– Os cuidados do capelão para com funcionários e suas famílias demonstram o grau de preocupação que a companhia tem com o bem-estar destes. Isso faz com que funcionários tenham uma visão ainda mais amigável da empresa, não a vendo somente como fonte de seus salários, mas também como promotora de parceria e amizade.

– Quando a companhia demonstra envolvimento com os funcionários e familiares é natural pensar que a recíproca possa ser verdadeira. Desta forma os objetivos e metas da empresa passam a pertencer também a estes, numa forma de retribuição para com a atenção já recebida.

– Na medida em que os interesses pessoais dos empregados passem a interessar ao empreendedor, é de se esperar que os interesses corporativos passem a interessar mais aos funcionários, diminuindo possibilidade de conflitos potenciais.

– Alguns aspectos do relacionamento em uma empresa são evidenciados por itens de controle como o turn-over, que também mede a satisfação e o bem estar por se trabalhar em determinada organização. Este valor conhecido poderá melhorar com o tempo e a partir dos trabalhos da Capelania.

– Todos temos necessidades físicas, mentais e sociais. Mesmo conseguindo atender todas essas necessidades, a administração dos recursos humanos estará incompleta, visto que o ser humano é dotado de um espírito que o constrange a agir de maneiras ainda inexplicáveis. O ser humano tem necessidades espirituais tanto quanto físicas, as quais devem ser consideradas pela empresa e naturalmente pelo capelão. Não basta oferecer apenas a ginástica laboral, esta, física.

– Uma das qualidades ideais nos capelães precisa ser a sensibilidade para reconhecer problemas nas diversas áreas da vida de uma pessoa e prontidão para encaminhar cada uma delas a profissionais competentes, sempre que se fizer necessário.

 

11 – Como o Capelão deve relacionar-se com os envolvidos?

O capelão empresarial precisa ter ainda algumas características importantes no exercício das suas funções, ou seja:

Não deve pregar religiões ou religiosidade, tendo sabedoria necessária para conviver com todas as crenças que ocorrem no ambiente laboral. Ainda assim, ele deve dar ênfase ao que diz a Bíblia e usá-la para trazer à tona valores e princípios universais nela fundamentados, tais como, amor, obediência, integridade, mansidão, esperança, paz, honestidade, humildade, paciência, verdade e tantos outros; a Capelania Empresarial busca na Bíblia a fonte de inspiração para suas reflexões semanais.

– Não deve julgar atitudes ou comportamentos das pessoas à priori, mas primordialmente ouvir e aconselhar a estas conforme as práticas bíblicas. Isso se consegue fazer somente depois de conquistada a confiança dos envolvidos através da amizade e amor.

– Deve ter disponibilidade para ajudar pessoas por ocasiões de suas crises pessoais agindo sempre com ética, espírito de excelência e sabedoria. Deve propor e buscar a confiança de todos, ouvindo e aconselhando sem causar constrangimentos, sendo amigável e buscando a paz no trato dos assuntos, e sempre com absoluta confidencialidade.

– Deve ser otimista e trazer sempre uma palavra de apoio e superação; o capelão sempre busca mostrar que existem possibilidades de vitória. Para isso ele deve ser pessoa de fé, dependente de Deus e que busca excelência em todo seu trabalho.

 

12 – Qual a abrangência dos trabalhos do Capelão?

As atividades dos Capelães poderão abranger:

– Visitas a funcionários enfermos ou acidentados, tanto em hospitais como em suas próprias casas, neste último caso quando e se forem convidados.

– Visitas aos envolvidos com a empresa em casos de falecimentos, oferecendo ajuda e assistência em funerais e apoio durante o período de luto.

– Apoio e aconselhamento a funcionários que necessitem ajuda por envolvimento com drogas, encaminhando-os a profissionais competentes nesta área.

– Pesquisa e disponibilização de materiais sobre felicidade, qualidade de vida e crescimento pessoal através de livros e outros tipos de mídia como áudios e filmes.

Facilitar encamihamento de amigos à profissionais nas áreas da psicologia, terapia, pedagogia e outras, quando se fizer necessário.

Representar a empresa junto a clientes e fornecedores, apresentando-se como seu capelão, se e quando for para isso solicitado.

– Promover campanhas internas sobre relevantes temas escolhidos, com uso dos melhores meios de comunicação e marketing interno.

 

13 – E quanto à liderança exercida pelo Capelão junto às pessoas?

O Capelão precisa saber que palavras espalham-se com o vento; sempre que ajudar pessoas, muitos outros irão saber disso e a sua boa influência junto ao grupo deve crescer; porém, deve saber que más notícias sobre o seu serviço também se espalham, e mais rapidamente.

Ele precisa ser um líder servo, convicto de que a liderança do servo foi poderosa em tempos passados e continua sendo assim ainda hoje.

A presença do Capelão nos lares de empregados para determinados serviços, sempre sob convite destes, tende a fortalecer laços familiares de maneira que esta atividade resulta em força para a empresa, que passa a ser mais simpática aos olhos de toda a família envolvida.

O Capelão deve ser visto como parte integrante da equipe de trabalho e vestir literalmente a “camisa da empresa”; para isso deve conhecer muito bem o funcionamento da mesma assim como as pessoas e processos que a integram.

O ministério chamado “+1 Capelania Empresarial no Brasil” tem refletido o esforço de alguns líderes cristãos dispostos ao trabalho, estando organizado formalmente como uma “associação sem fins lucrativos”, agora que seus serviços estão crescendo e consolidando-se.

 

14 – Quais os ministérios da +1 Capelania Empresarial?

Serviços de Capelania – A prática do cuidado a pessoas no ambiente laboral através de apoio, reflexões bíblicas e aconselhamento.

Dedinho de Prosa – Desenvolvimento dos temas a serem usados nas reflexões bíblicas à funcionários interessados, chamados Dedinho de Prosa.

Distribuição de Literatura – Distribuição de Bíblias, livros e materiais de apoio à família e outros temas voltados para uma vida plena.

Videoteca e Biblioteca – Criação e administração destas com objetivo de servir aos envolvidos ou interessados.

Maná da Segunda – Criação e disposição on-line através da intranet nas empresas de clips do Maná da Segunda e outras reflexões.

Ministério de Oração – O Capelão ora sempre pela empresa, empresário e funcionários. Orações públicas em reuniões de Dedinhos de Prosa não são incentivadas, dado à diversidade de crenças; só em ocasiões especiais ou à pedido do empresário. A oração pessoal é ótima prática, assim como as que atendem a pedidos.

Capelania Executiva – Um ministério de amizade e oração para com os empresários, na certeza de que precisam, tanto de uma coisa como de outra.

Outros serviços de Capelania– Desenvolvimento de ministérios paralelos de outros serviços de capelanias em escolas, hospitais, quartéis e condomínios.

 

15 – A CE já tem história?

Começamos a trabalhar em 2011 através de um capelão em uma empresa, a “MAP’s Indústria e Comércio”, que atuava no setor de reciclagem de produtos têxteis na cidade de Americana/SP. No decorrer do tempo, pudemos servir até 32 empresas de diferentes ramos de atividades, sejam comerciais, industriais ou de prestação de serviços, em dez diferentes cidades de três Estados brasileiros. Com isso, tivemos a oportunidade de influenciar, direta ou indiretamente, mais de 500 funcionários e seus familiares e para tanto, cerca de 20 capelães têm colaborado neste ministério.

No dia 29 de agosto de 2015, através de reunião de assembleia, foi instalada uma associação sem fins lucrativos com o nome “Associação +1 Capelania Empresarial no Brasil”, que teve eleita sua primeira diretoria.

 

16 – Qual é o currículo do fundador deste ministério?

BREVE CURRÍCULO

Edilaney Duarte Gonçalves, Engenheiro Mecânico, 71 anos, casado com Shirley Madeira Gonçalves em 1975. Têm três filhos, todos casados e são avós de sete netinhos: Helena, Caio, Stella, Theo, Lucas, Carolina e Benício.

Começou a trabalhar com 13 anos e foi aposentado em 2008 após servir por 45 anos em uma mesma companhia, a ‘Santista Têxtil’. Ali viveu as tensões próprias de ambiente altamente competitivo e o stress por buscar fazer tudo com excelência; essa vivência corporativa moldou-o, permitindo-lhe fazer uso de outras características desenvolvida junto à igreja, a liderança cristã e o aconselhamento bíblico. Desde 1984 começou a ter relacionamento mais íntimo com o Senhor Jesus, servindo na Igreja Presbiteriana do Brasil na cidade de Americana/SP. Ali foi ordenado ministro em 2012, já com 65 anos e vinculado ao Presbitério de Americana, PAMR.

Isso aconteceu pela vontade de Deus e por conta do ministério que visionou, ao terminar o seminário do ‘Instituto Haggai’ em 2003, com um ‘sonho’ que se transformou em projeto com o nome de “Capelania Empresarial”. Alimentou a visão de servir ao Reino de Deus dentro de empresas, usando como base sua experiência na indústria, onde trabalhou desde o chão de fábrica até gerência de primeiro nível. Neste ambiente corporativo, em muitas ocasiões foi procurado para aconselhar amigos, funcionários e pares e através dessas experiências Deus lhe deu a visão de usar esse dom de forma abrangente.

Começou a preparar-se para o trabalho futuro em Capelania com alguns cursos: ‘Pós Graduação em Teologia’ e aulas livres de Capelania Hospitalar pelo Seminário Presbiteriano do Sul em Campinas; ‘Extensão Universitária em Capelania Hospitalar’ e ‘Psicologia para Conselheiros Cristãos’ pela Universidade de Campinas – UNICAMP; ‘Aconselhamento Bíblico’ pelo Nutra – Núcleo de Treinamento em Aconselhamento Bíblico; ‘Treinamento em Líderança’ e ‘Prática em Homilética’ pelo Presbitério de Santa Bárbara do Oeste-PSBO e cursos pelo Instituto Haggai como o ‘Seminário Internacional’ em Cingapura, ‘Empreendedorismo’, ‘Gestão Estratégica de Ministérios’, ‘Docência’ e ‘Planejamento Estratégico de Ministérios’ em Campinas. Alguns trabalhos exercidos no ‘Haggai’, como monitor e preletor ajudaram sua formação, aproximando-o de renomados líderes cristãos e permitindo-lhe aprender com eles.

Aprendeu ainda com duas organizações experientes na área de Capelania Empresarial: o ‘Marketplace Chaplains’ nos Estados Unidos da América e a ‘Capellania Empresarial Anabatista’ no Paraguai. Nesta última organização, de origem menonita, estagiou e conheceu a vivência do ministério junto a capelães e ao Pastor Paul Amstutz, capelão norte-americano e mentor daquele trabalho nos últimos vinte e cinco anos.

Em 2010, dois anos após ser aposentado e depois de entrevistas com treze empresários de diferentes áreas, começou a servir na ‘MAP’s Comercial e Industrial’, indústria de reciclagem em Americana/SP. Pedro Soares Neto, jovem e dinâmico empresário tinha visão semelhante à dele quanto a abraçar os ideais da Capelania entre seus funcionários.

Começaram a servir naquela empresa e após reuniões de planejamento tiveram, finalmente, um encontro com os funcionários quando se combinou o “modus operandi” do ministério que nascia. A seguir foram feitas entrevistas pessoais com cada um dos funcionários, com o objetivo de conhecerem uns aos outros e iniciarem uma jornada de relacionamentos que se projetava duradoura. A partir daí começaram a promover encontros com pequenos grupos de interessados, no próprio ambiente de trabalho; estas reuniões eram semanais e foram desenvolvidos para elas, temas de interesse comum sob a ótica bíblica. As reuniões sempre foram de livre participação dos funcionários e nunca se tratou de assuntos ligados à religião, igrejas, dogmas ou doutrinas. O tema principal das reflexões, que passaram a ser chamadas de “Dedinho de Prosa”, foram os relacionamentos do ser humano com o Criador, com a criação, com outras pessoas e consigo mesmo.

É apoiado por instituições como a ‘ONCC – Ordem Nacional de Capelania Cristã’ e o ‘CPC – Conselho Presbiteriano de Capelania’, órgãos onde tem servido como líder.

 

17 – Qual é a identidade jurídica da associação de Capelania Empresarial?

A +1 Capelania Empresarial no Brasil’ é uma Associação sem fins lucrativos, com Estatuto registrado em cartório de Americana sob o número 101.667 em 29 de dezembro de 2015, está inscrita no CNPJ sob o número 24.398.183/0001-03 em 18 de janeiro de 2016 e tem Conta Corrente número 57.499-2 no Banco Itaú/341, Agência número 0277/Americana. Já tem sua Inscrição Estadual número 165.439.639.115 o que lhe permite fornecer notas fiscais por trabalhos prestados ou venda de livros e outros materiais de apoio.

 

18 – Como o Ministério de Capelania Empresarial se mantém?

A ‘Capelania Empresarial’ é mantida em suas atividades de administração e trabalho dos capelães, através do investimento de empresas envolvidas no ministério e por doadores voluntários.

Os investimentos das empresas são repassados para a vida dos capelães, sempre conforme prestação de contas com as horas dedicadas por eles no serviço; também são repostos os gastos com locomoção e outros aprovados previamente.

 

19 – Como posso entrar em contato?

E-mailcapelania.empresarial@gmail.com

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