FAZER O BEM SEM NUNCA DESANIMAR

“Quem paga o bem com o mal receberá o troco: o mal nunca lhe dará sossego.”  –  Pv 17.13

Fazer o bem é um exercício que requer treinamento e desprendimento. Ele nem sempre  é algo natural, próprio do nosso ser. A mesma ideia pode ser aplicada ao perdão, ou seja, que naturalmente tendemos para ter um comportamento vingativo, até mesmo porque isto, em muitas culturas, tem uma ligação direta à honra, principalmente.

Às pessoas que desenvolvem a capacidade de fazer o bem, deve ainda ser acrescentada a de sempre perdoar e não se fixar naqueles que retribuem com o mal, aquilo que de bom receberam. Isso parece simples, mas não é. Quando fazemos o bem, ficamos satisfeitos pelo reconhecimento de quem o recebeu. O ideal, no entanto, era que seguíssemos o que disse o Senhor Jesus a esse respeito: “Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa” (Mt 6.2).

Esse é o ideal, e é isso o que o Senhor Jesus quer de nós: que façamos o bem sem interesse algum, nem mesmo em recebermos um “muito obrigado”. Mas essa não é uma atitude fácil, por mais esforços que façamos. Isto porque, como não lidamos com pessoas ideais, mas, normais, corrompidas pelo pecado, orgulhosas e ególatras, devemos partir do pressuposto de que, muito embora quando fazem o bem não busquem a sua própria glória, ficarão mais alegres ao serem reconhecidas do que maltratadas. Além do mais, ser educado e gentil faz um bem danado.

No entanto, devemos sempre contar com os ingratos, e ficar atentos para que eles não nos desencorajem, nem muito menos plantem a tristeza em nosso coração. E quanto a estes que pagam o bem com o mal, a Palavra de Deus é lacônica: o mal nunca lhe dará sossego.

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