NO SENHOR ESTÁ O NOSSO REFÚGIO

“Exultarei com grande alegria por teu amor, pois viste a minha aflição e conheceste a angústia da minha alma.”   Salmo 31.7

A filosofia tem dedicado muito tempo à angústia que o ser humano sente. Filósofos do porte de Søren Kierkegaard (1813-1855) e Martin Heidegger (1889-1976), se debruçarão sobre o tema, na busca de uma compreensão definitiva para endentar o por quê da angústia e a sua influência sobre o nosso comportamento e nas nossas decisões. Para Heidegger, nos angustiamos porque temos consciência da nossa finitude, de modo que toda experiência de perda é, também, uma experiência de morte.

As respostas da filosofia, no entanto, nunca foram definitivas, nem tampouco foram capazes de curar a alma humana. Mas, verdade seja dita, a filosofia ocidental nunca pretendeu servir de remédio (phármakon) para ninguém. Desta forma, o impasse continua. A psicologia, que despontou como ciência da alma, também tentará, seja ela mesma ou suas correlatas (psicanálise e psiquiatria), curar a alma humana, de modo a preencher esse imenso vazio que há dentro de nós.

Para Agostinho (354-430), no entanto, que nem era propriamente filósofo nem muito menos psicólogo, o grande vazio da alma humana só pode ser preenchido por Deus.

É certo que a psicologia, psicanálise ou psiquiatria, trouxe grande contribuição para o entendimento a respeito de tudo aquilo que nos aflige. E, é certo também, que os profissionais da área são capacitados para, senão curar, ao menos aliviar aqueles que se encontram deprimidos, angustiados e oprimidos.

Mas, numa coisa o salmista está correto: só o Senhor conhece profundamente a nossa alma, só ele pode definitivamente nos curar e, mais ainda, só ele é grande o suficiente para preencher o imenso vazio que há dentro de nós e que, quando menos esperamos, pode nos conduzir ao abismo quando não buscamos nEle a cura.

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