NÃO SEJAMOS HIPÓCRITAS

“Por que vês o cisco no olho de teu irmão e não reparas na trave que está no teu próprio olho?”  –  Mt 7.30

Temos uma capacidade de julgar o próximo incrivelmente grande. Aliás, é o que fazemos de melhor! Duros em condenar o erro dos outros; prontos para pôr o dedo em riste e apontar os defeitos do nosso próximo, nos esquecemos, no entanto, de um detalhe importante que aparece no evangelho de Mateus.

Questionado pelos fariseus (os fariseus faziam parte de um grupo de judeus devotos, a sua origem mais provável é que tenham surgido do grupo religioso judaico chamado hassidim, no século II a.C.), então, o Senhor Jesus, instado por alguns desse grupo sobre a razão dos seus discípulos transgredirem a tradição e andarem com pecadores, foi taxativo e inovador, ao dizer que “do coração é que saem os maus pensamentos, homicídios, adultérios, imoralidade sexual, furtos, falsos testemunhos e calúnias” [15.19].

O que o Senhor Jesus está dizendo aqui é que todos nós somos pecadores, uma vez que é no coração que nasce toda a maldade humana. E aquele grupo, formado por conhecedores da Torá, conhecia algo parecido, dito pelo profeta Moisés, ao transmitir o Decálogo que recebera das mãos do próprio Senhor Deus YHWH [Dt 5.21]: “Não cobiçarás a mulher do teu próximo; não desejarás a casa do teu próximo; nem as suas terras, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo”, pois é no coração que nasce o desejo e a cobiça.

Assim, nenhum de nós — nenhum sequer! — tem direito, perante a Palavra de Deus, de julgar ou condenar quem quer que seja, sem antes confessar os seus próprios pecados. Porque se alguma vez desejamos possuir aquilo que não é nosso, somos ladrões; se desejamos, ainda que no mais secreto do coração, o mal a quem quer que seja, somos como assassinos. Que direito temos nós de condenar no outro o que fazemos no secreto dos nossos pensamentos?

Uma resposta para “NÃO SEJAMOS HIPÓCRITAS”

  1. Conheço as reflexões do Tarzan, sou seu admirador e posso afirmar que ele tem muito conhecimento bíblico.
    É um grande privilégio conviver com ele.

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