O AMOR ACIMA DE TUDO

“Levai os fardos uns dos outros e assim estareis cumprindo a lei de Cristo.” Gálatas 6.2.

A convivência humana nunca foi algo fácil, verdade seja dita. Basta abrirmos as Sagradas Escrituras para perceber que nem mesmo a primeira família da qual temos notícia, nos serve de exemplo neste quesito: mulher que leva marido ao erro, marido que não assume o que faz e joga a responsabilidade toda sobre a própria mulher; depois, mais à frente, irmão que assassina o próprio irmão, movido por inveja, orgulho e intolerância. Enfim, a lista é inumerável, de modo que se tornaria enfadonho citar caso a caso.

Repetidamente vemos na mídia notícias de assassinatos, muitos deles ocasionados por motivações banais, assuntos que, muitas vezes, poderiam ser resolvidos com uma boa conversa, acabam em tragédias que levam dor e sofrimento para muitos inocentes: pais que perdem seus filhos, cônjuges que veem seus parceiros morrer estupidamente, filhos que já não têm mais a quem possam chamar de pai, irmãos que ficam sozinhos, amigos que assistem impotentes seus entes queridos desaparecerem abruptamente.

Essa parece ser uma dura realidade da qual não conseguimos escapar completamente. Isso porque, por mais que vivamos cercados de cuidados, a força insana da violência pode nos atingir, de maneira que nunca estamos completamente seguros.

Uma coisa, porém, é fato: se homem algum é uma ilha, ou seja, se ninguém nessa vida consegue viver sozinho, isolado de tudo e de todos, viver em comunidade não é tarefa das mais fáceis, e requer de cada um de nós uma boa porção de tolerância, paciência e cuidado para com os nossos iguais. E quando a convivência nos parecer difícil, ou impossível, a Escritura nos manda levar os fardos uns dos outros, numa clara demonstração de que, agindo dessa forma, estaremos cumprindo a lei de Cristo, que é esta: “amem-se uns aos outros”.

 

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